Plano de preços do Medicaid pode beneficiar Novo Nordisk
Farmacêutica pode ter benefício financeiro com brecha em novo modelo de precificação de medicamentos para o Medicaid.
Foto: Reprodução
A implementação do modelo de precificação de medicamentos baseado no conceito de país mais favorecido, adotado pela administração Trump, enfrenta questionamentos sobre uma possível exceção que favoreceria financeiramente a farmacêutica Novo Nordisk.
O programa, desenhado para reduzir custos para o Medicaid, vincula o valor dos fármacos nos Estados Unidos aos preços praticados em outras nações desenvolvidas. A expectativa oficial é de uma economia de 64,3 bilhões de dólares ao longo de uma década.
A análise aponta que a classe de medicamentos GLP-1, utilizada para diabetes e perda de peso e produzida pela Novo Nordisk, pode ter sido excluída de restrições de preço ou receber um tratamento diferenciado. Essa brecha contraria a premissa de redução de gastos pretendida pelo governo federal.
Até o momento, 40 estados e Porto Rico formalizaram a adesão ao novo modelo de precificação. O prazo final para que as demais unidades federativas concluam o processo de adesão está marcado para o dia 30 de setembro de 2026.
Embora a administração Trump tenha firmado acordos anteriores com a Novo Nordisk e a Eli Lilly em novembro de 2025 visando a redução de preços de GLP-1 em troca de cobertura pelo Medicare, a atual implementação no Medicaid levanta dúvidas sobre a eficácia dessas medidas na contenção de custos para o programa de saúde voltado à população de baixa renda.