Fármaco antienvelhecimento pode prevenir Alzheimer em risco genético
Rapamicina em baixas doses melhora circulação cerebral em adultos com risco genético para Alzheimer, antes do surgimento dos sintomas.
An anti-aging drug improved brain blood flow in people genetically at risk for Alzheimer's, raising hopes for preventing the disease before symptoms begin (Shutterstock)
Estudo aponta que o uso de rapamicina em baixas doses melhora o fluxo sanguíneo cerebral em adultos de meia-idade com predisposição ao Alzheimer.
A pesquisa, publicada em 5 de novembro de 2026, concentrou-se em indivíduos portadores da variante genética APOE4, considerada um fator de alto risco para o desenvolvimento da doença. Após quatro semanas de tratamento, os participantes apresentaram uma melhora significativa na circulação sanguínea no cérebro.
Os dados indicam que as mulheres obtiveram os resultados mais expressivos durante o período de observação. A descoberta é relevante pois a redução do fluxo sanguíneo cerebral é um fenômeno que pode preceder em anos o surgimento dos sintomas clínicos do Alzheimer.
Ao atuar na fase pré-sintomática, a intervenção com rapamicina abre novas perspectivas para estratégias que visam retardar ou até mesmo impedir a manifestação da perda de memória e do declínio cognitivo associado à patologia.
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