Estudo revela que exercício físico altera a estrutura dos nervos

Atividade física remodela nervos que controlam o coração, criando assimetria funcional entre os lados do corpo.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists discover that regular exercise reshapes the nerves controlling the heart in a surprising way, potentially opening the door to better treatments for heart disorders. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Scientists discover that regular exercise reshapes the nerves controlling the heart in a surprising way, potentially opening the door to better treatments for heart disorders. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Nova pesquisa aponta que a prática regular de atividades físicas promove mudanças físicas nos nervos responsáveis pelo controle do coração, revelando uma assimetria funcional entre os lados do corpo.

O estudo, publicado em 26 de outubro de 2026 na revista científica Autonomic Neuroscience, foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Bristol, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A investigação utilizou a técnica de estereologia, uma análise tridimensional, para observar como o sistema nervoso autônomo se adapta ao treinamento físico.

Os resultados obtidos em modelos animais demonstraram que o aglomerado de nervos cardiovasculares no lado direito do corpo passou a conter cerca de quatro vezes mais neurônios do que o conjunto localizado no lado esquerdo. Além disso, foi observada uma alteração no tamanho dessas células nervosas em direções opostas: enquanto os neurônios do lado esquerdo quase dobraram de volume, os do lado direito apresentaram uma leve redução.

O coração é regulado pelo sistema nervoso autônomo, que gerencia funções automáticas como a frequência cardíaca e a respiração, sendo os gânglios estrelados fundamentais nesse processo. A descoberta destaca que o exercício atua além do fortalecimento muscular cardíaco, reconfigurando a estrutura nervosa que comanda o órgão.

Como os dados foram coletados em ratos, os pesquisadores ressaltam que são necessários novos estudos e ensaios clínicos em humanos. O objetivo é confirmar se as mesmas adaptações ocorrem em pessoas e se essas mudanças podem auxiliar no tratamento de condições cardíacas, como arritmias, angina e a síndrome do coração partido.

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