Estudo revela como câncer de pâncreas reconfigura seu DNA

Células de câncer de pâncreas mudam seu DNA para se tornarem mais agressivas e resistentes a tratamentos.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists uncover how pancreatic cancer constantly evolves to escape treatment and identify a promising way to reverse its aggressive behavior. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Scientists uncover how pancreatic cancer constantly evolves to escape treatment and identify a promising way to reverse its aggressive behavior. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Pesquisadores identificaram o mecanismo pelo qual as células do adenocarcinoma ductal pancreático alteram sua estrutura genética para se tornarem mais agressivas e resistentes a terapias. O avanço científico, publicado na revista Nature Genetics, detalha como a plasticidade celular permite a progressão da doença.

A investigação, liderada pelo NYU Langone Health e pelo UC San Diego Moores Cancer Center, analisou 443.451 células individuais coletadas de 62 tumores de 59 pacientes. Esta abordagem permitiu observar que o tumor não é uma massa uniforme, mas sim um conjunto de clones que evoluem simultaneamente, adaptando-se ao ambiente ao seu redor.

A descoberta principal aponta que as células tumorais conseguem transitar entre subtipos, passando de um estado classificado como clássico para um perfil basal, que é significativamente mais agressivo. Segundo Aristotelis Tsirigos, codiretor da Divisão de Medicina de Precisão da NYU, o estudo oferece a visão mais detalhada já obtida sobre como a remodelação genética impulsiona a evolução do câncer pancreático.

Em testes laboratoriais, a equipe liderada pela pesquisadora Despoina Kalfakakou demonstrou que o bloqueio da atividade do gene MYC nas células de perfil basal pode reverter essa transição. Ao retornar ao estado clássico, as células tornam-se mais expostas ao sistema imune, o que abre uma nova frente de investigação para tornar o tumor mais vulnerável a tratamentos.

Diane Simeone, diretora do Moores Cancer Center, destacou que a heterogeneidade encontrada dentro de um único tumor é um dos principais obstáculos para o sucesso das terapias atuais. Com uma taxa de mortalidade que supera 85% em cinco anos após o diagnóstico, o adenocarcinoma ductal pancreático permanece como uma das formas mais letais de câncer, e a compreensão desses mecanismos moleculares é considerada um passo fundamental para o desenvolvimento de futuras estratégias terapêuticas.

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