Eua anunciam novas medidas para reduzir testes em animais
HHS lança novas estratégias para acelerar o fim dos testes em animais no desenvolvimento de medicamentos.
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O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) oficializou um conjunto de iniciativas interinstitucionais voltadas a acelerar a transição de testes em animais para métodos baseados em biologia humana no desenvolvimento de medicamentos.
Esta é a segunda vez no ano que o órgão promove estratégias com esse objetivo. Segundo o secretário Robert F. Kennedy Jr., a meta é modernizar regulamentações obsoletas e priorizar tecnologias como organoides, modelos de tecido, inteligência artificial e modelagem computacional.
A Food and Drug Administration (FDA) implementou uma regra que substitui referências a testes em animais por termos como estudos não clínicos, alinhando-se ao FDA Modernization Act. Além disso, a agência disponibilizou um banco de dados com 25 exemplos de novas metodologias de abordagem para orientar desenvolvedores do setor.
No âmbito do financiamento, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) destinaram mais de US$ 88 milhões para projetos de infraestrutura biomédica. A instituição também lançou um desafio com premiação superior a US$ 7 milhões focado em soluções de computação quântica aplicadas a métodos alternativos.
O impacto esperado dessas ações é a preservação de centenas de primatas não humanos e de mais de 1 milhão de caranguejos-ferradura anualmente. O comissário interino da FDA, Kyle Diamantas, reforçou que a mudança visa garantir que desenvolvedores utilizem a melhor ciência disponível para comprovar a segurança e a eficácia de produtos médicos.
Como próximos passos, a FDA abriu um período para consulta pública sobre a nova regra. Paralelamente, o NIH solicitou informações sobre a viabilidade de implementar relatórios anuais detalhando o número de animais vertebrados vivos utilizados em instituições que recebem verbas da agência.