Estudo liga inflamação crônica a danos silenciosos no coração
Inflamação crônica, ligada ao estresse, pode alterar o coração anos antes dos sintomas, aumentando risco de infartos e AVCs.
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Pesquisa conduzida pelo MRC Laboratory of Medical Sciences e pelo Imperial College London revela que a inflamação persistente, causada por fatores como estresse, estilo de vida e condições socioeconômicas, pode alterar a estrutura cardíaca anos antes do surgimento de sintomas clínicos.
O levantamento, publicado em 21 de setembro de 2026, analisou dados de quase meio milhão de adultos no Reino Unido. Os resultados indicam que indivíduos com os níveis mais elevados de inflamação apresentam um risco 43% maior de sofrer ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
O professor Declan O'Regan, titular da British Heart Foundation Chair of Cardiovascular AI no Imperial College London e chefe do Computational Cardiac Imaging Group, destaca que o estudo é o maior do gênero a estabelecer essa correlação física duradoura.
A descoberta abre caminho para novas estratégias de saúde pública. A expectativa dos pesquisadores é que a implementação de testes precoces e o uso de tratamentos anti-inflamatórios possam ser eficazes na prevenção de doenças cardiovasculares graves e na preservação da expectativa de vida dos pacientes.