Mayo Clinic avança no combate às células zumbis do envelhecimento

Novos estudos revelam como células senescentes prejudicam o corpo e apontam caminhos para terapias contra o envelhecimento.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Mayo Clinic scientists have uncovered new ways to fight harmful “zombie cells,” raising hopes for treatments that could slow some of the damaging effects of aging. Credit: AI/ScienceDaily.com (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Mayo Clinic scientists have uncovered new ways to fight harmful “zombie cells,” raising hopes for treatments that could slow some of the damaging effects of aging. Credit: AI/ScienceDaily.com (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Uma série de sete estudos publicados na revista Nature revela novos mecanismos sobre a atuação das células senescentes no organismo e aponta estratégias terapêuticas promissoras para mitigar o declínio físico e cognitivo associado à idade.

Conhecidas popularmente como células zumbis, essas unidades biológicas cessam sua divisão, mas permanecem metabolicamente ativas. Ao se acumularem com o passar dos anos, elas passam a secretar substâncias inflamatórias que, segundo o pesquisador Nathan LeBrasseur, podem envenenar células saudáveis vizinhas e prejudicar o funcionamento dos tecidos.

A pesquisa, conduzida pelo Robert and Arlene Kogod Center on Aging da Mayo Clinic, utilizou modelos pré-clínicos em camundongos idosos para testar abordagens genéticas, drogas senolíticas e até um composto natural encontrado em tomates. Os resultados demonstraram uma redução significativa nos níveis de inflamação, além de melhorias mensuráveis na saúde física e no desempenho cerebral dos animais.

A cientista Marissa Schafer, que liderou parte das investigações, destaca que o trabalho é fundamental para a transição do campo de pesquisa em direção a terapias de maior precisão. O objetivo é identificar e atingir especificamente as células que causam disfunções, estabelecendo bases sólidas para tratamentos voltados ao envelhecimento saudável em humanos.

O projeto integra o consórcio Cellular Senescence Network (SenNet), uma iniciativa nacional financiada pelo National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos. A meta de longo prazo do grupo é mapear um atlas abrangente das células senescentes no corpo humano, detalhando como elas se comportam ao longo das diferentes fases da vida.

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