Neurônios imaturos podem explicar resiliência ao Alzheimer

Células cerebrais raras no hipocampo podem ser a chave para a resistência à demência em idosos com sinais de Alzheimer.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists discover a surprising clue to why some brains resist Alzheimer’s, even when the disease is already present. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Scientists discover a surprising clue to why some brains resist Alzheimer’s, even when the disease is already present. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Pesquisadores do Netherlands Institute for Neuroscience identificaram que o comportamento de células cerebrais raras no hipocampo pode ser o fator determinante para que alguns idosos não desenvolvam sintomas de demência, mesmo apresentando patologias típicas da doença.

O estudo, publicado originalmente na revista Cell Stem Cell, investigou por que cerca de 30% dos idosos com sinais físicos de Alzheimer, como placas amiloides e emaranhados de tau, mantêm suas funções cognitivas preservadas. A descoberta aponta que a chave não reside na quantidade de neurônios imaturos, conhecidos como neuroblastos, mas na forma como eles reagem ao ambiente cerebral.

Segundo a autora sênior da pesquisa, Evgenia Salta, o mistério sobre a ausência de sintomas em pacientes com danos cerebrais é um dos pontos centrais da investigação. A análise revelou que, em indivíduos resilientes, esses neurônios imaturos demonstram uma capacidade superior de resistir ao estresse celular e à inflamação, atuando como um mecanismo de proteção do tecido cerebral.

A equipe, que contou com a colaboração de especialistas do Swammerdam Institute for Life Sciences da Universidade de Amsterdã, como Paul Lucassen e Carlos Fitzsimons, sugere que essas células podem auxiliar na integração de novas unidades cerebrais em redes que estão em processo de degeneração.

Com base nessas evidências, a pesquisa propõe uma mudança na abordagem terapêutica para o Alzheimer. O objetivo futuro deve ser focar na preservação e na maturação adequada dos neurônios imaturos já existentes, em vez de apenas tentar estimular a criação de novas células, buscando fortalecer a resiliência natural do cérebro contra os efeitos da patologia.

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