Termo psicose política ganha força entre eleitores de Lula
Termo popularizado nas redes sociais por apoiadores de Lula descreve indignação e desespero após resultado eleitoral.
Foto: Reprodução
Após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a utilizar a expressão psicose política nas redes sociais para descrever um estado de indignação e desespero. O movimento surgiu diante de um desempenho eleitoral do atual mandatário abaixo das expectativas iniciais.
No pleito, Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,1%. A repercussão digital do resultado foi marcada por reações intensas, incluindo a participação de figuras públicas como André Janones (Rede-MG) e José de Abreu (PT-RJ), que se tornaram alvo de memes ao comentar o cenário nas plataformas digitais.
Especialistas alertam, contudo, que o termo não possui fundamentação clínica. Christian Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP, compara o uso da palavra a uma tentativa imprecisa de descrever estados de nervosismo ou contrariedade, desvinculada de um diagnóstico real.
Na mesma linha, a psicóloga Késia Rodrigues argumenta que o comportamento observado nas redes sociais é, na verdade, o oposto de um quadro psicótico. Segundo a especialista, o cenário atual reflete uma imersão total dos eleitores na realidade política, e não um distanciamento dela.
O uso do termo ilustra uma tendência contemporânea de aplicar diagnósticos de saúde mental para interpretar fenômenos sociais e políticos. Com o primeiro turno finalizado sem grandes mobilizações de rua, o foco das campanhas se volta agora para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro de 2026.
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