Adesivos de dopamina: a ciência por trás da promessa viral
Especialistas apontam falta de comprovação científica para promessas de bem-estar e clareza mental.
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Influenciadores digitais têm popularizado o uso de adesivos aplicados na pele com a promessa de elevar os níveis de dopamina, melhorar o humor e aumentar a clareza mental. O produto, que se tornou tendência nas redes sociais, é comercializado como uma alternativa prática para a administração de vitaminas e extratos vegetais.
As empresas responsáveis pela venda desses itens frequentemente comparam a tecnologia de absorção transdérmica à de medicamentos reconhecidos, como adesivos de nicotina ou estrogênio. A estratégia de marketing sugere que a aplicação direta na pele permitiria que os compostos atingissem a corrente sanguínea de maneira eficaz.
Entretanto, especialistas alertam para a falta de evidências científicas que comprovem a eficácia desses adesivos. Igor Koturbash, professor e codiretor do Centro de Pesquisa de Suplementos Alimentares da Universidade de Ciências Médicas do Arkansas, ressalta que, embora a administração transdérmica seja uma ciência consolidada para certos fármacos, isso não significa que qualquer composto possa ser absorvido pelo organismo dessa forma.
Além da ausência de comprovação sobre a penetração dos ingredientes na pele, esses produtos não passam por processos de avaliação de segurança ou eficácia por parte da FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos. O mercado de adesivos de bem-estar continua em expansão, abrangendo promessas que vão desde o controle de peso até o aumento de energia, sem que haja, contudo, respaldo técnico para tais alegações.