FDA aprova Jaypirca como terapia inicial para leucemia
Jaypirca, da Eli Lilly, torna-se primeira opção oral para leucemia crônica sem deleção 17p.
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A agência reguladora dos Estados Unidos, FDA, autorizou o uso do medicamento Jaypirca, da Eli Lilly, como tratamento de primeira linha para pacientes adultos diagnosticados com leucemia linfocítica crônica ou linfoma linfocítico de pequenas células, desde que não apresentem a deleção 17p.
A decisão baseou-se nos resultados do ensaio clínico de fase 3 BRUIN CLL-313. O estudo, que acompanhou 282 pacientes, demonstrou que o pirtobrutinibe reduziu em 80% o risco de progressão da doença ou morte em comparação ao tratamento padrão com bendamustina e rituximabe. Durante o período de observação de 28 meses, a mediana de sobrevida livre de progressão não foi atingida no grupo que utilizou o inibidor da Lilly.
O Jaypirca, que já possuía aprovação desde 2023 para pacientes que haviam passado por tratamentos anteriores, consolida-se como o primeiro e único inibidor de BTK não covalente disponível no mercado. A administração é feita por via oral, com comprimidos de 50 mg ou 100 mg.
A hematologista-oncologista Jennifer A. Woyach destacou que a nova indicação permite que médicos considerem o fármaco logo no início da jornada terapêutica. Segundo a especialista, a eficácia e a tolerabilidade do medicamento são fundamentais para pacientes que podem necessitar de poucas linhas de terapia ao longo do tratamento.
Jacob Van Naarden, vice-presidente executivo da Lilly Oncology, afirmou que o marco reforça a versatilidade do medicamento no cuidado da doença. O Jaypirca já está disponível para prescrição médica seguindo as novas diretrizes aprovadas pela agência reguladora.