Pesquisa analisa as motivações de pais que recusam vacinas
Socióloga revela complexidade da hesitação vacinal, que vai além da desinformação e envolve desconfiança e individualismo.
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Em entrevista ao portal STAT News, a socióloga Jennifer Reich detalha conclusões de duas décadas de estudos sobre as escolhas de famílias que optam por não imunizar seus filhos.
A professora da Universidade do Colorado Denver, que também atua como vice-presidente da American Sociological Association, busca desconstruir a percepção comum de que a hesitação vacinal decorre exclusivamente de ignorância científica. Segundo a pesquisadora, o fenômeno é complexo e envolve uma desconfiança institucional profunda.
Para muitos pais, a decisão de não vacinar é encarada como uma escolha lógica e uma forma de exercer controle sobre a saúde e o bem-estar dos filhos. A pesquisa de Reich aponta que essa postura está frequentemente atrelada a tendências de individualismo, onde as necessidades particulares da criança são priorizadas em relação à proteção comunitária.
O trabalho da socióloga, autora do livro Calling the Shots: Why Parents Reject Vaccines, analisa as perspectivas de diversos atores sociais, incluindo profissionais de saúde e formuladores de políticas. A entrevista, publicada em 29 de setembro de 2026, reforça a necessidade de compreender as motivações desses pais para lidar com o desafio da hesitação vacinal em um contexto de surtos de doenças evitáveis.