Abrafarma identifica irregularidades em 71% de itens de emagrecimento
Associação de farmácias revela falhas sanitárias e descumprimento de regras em itens para emagrecer vendidos online.
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Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias aponta falhas sanitárias e descumprimento de termos de uso em anúncios de produtos voltados ao emagrecimento no Mercado Livre.
A análise, publicada em 1º de outubro de 2026, examinou 2.624 produtos selecionados a partir de 7.067 anúncios coletados entre os dias 15 e 19 de junho. O estudo constatou que 1.865 itens apresentavam ao menos uma irregularidade, sendo que 953 deles acumulavam duas ou mais infrações. A metodologia baseou-se exclusivamente na verificação de textos e avaliações públicas disponíveis na plataforma, sem a realização de testes laboratoriais.
O portfólio de produtos analisados foi composto majoritariamente por suplementos alimentares, que representaram 90% da amostra, além de medicamentos, cremes, adesivos e itens veterinários. A Abrafarma, que representa redes de farmácias, destacou a prevalência dessas inconsistências em um cenário de crescente oferta digital de produtos de saúde.
O Mercado Livre informou, por meio de nota, que a segurança do consumidor é uma prioridade e que mantém processos contínuos de moderação para remover anúncios que violem seus termos e condições. A empresa afirmou que os medicamentos comercializados por farmácias na plataforma devem possuir as devidas autorizações sanitárias e ressaltou que não valida metodologias de terceiros.
O caso ocorre em um momento de maior fiscalização sobre o comércio eletrônico de itens de saúde. Em 28 de setembro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária notificou o Mercado Livre após o anúncio de que a plataforma passaria a vender medicamentos que exigem receita médica. A empresa deve responder ao órgão regulador detalhando como sua operação cumpre as normas sanitárias vigentes.