Descoberto mecanismo de bactéria comum no câncer colorretal

Descoberta desvenda mecanismo de toxina bacteriana que danifica o cólon e impulsiona tumores.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists have discovered how a common gut bacterium promotes colorectal cancer and found a promising way to block its harmful toxin. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Scientists have discovered how a common gut bacterium promotes colorectal cancer and found a promising way to block its harmful toxin. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Pesquisadores da Johns Hopkins identificaram como a toxina da bactéria Bacteroides fragilis danifica o revestimento do cólon e impulsiona o surgimento de tumores, encerrando um mistério científico de quase duas décadas.

O estudo, publicado na revista Nature em 22 de abril de 2026, revela que a toxina BFT, produzida por essa bactéria presente em cerca de 20% da população saudável, precisa se ligar a uma proteína receptora específica nas células epiteliais, a claudina-4, para iniciar seu processo destrutivo.

Uma vez ancorada na claudina-4, a toxina cliva a E-caderina, proteína fundamental para a integridade da barreira protetora do intestino. Esse rompimento desencadeia um quadro de inflamação crônica e proliferação celular descontrolada, fatores que contribuem para a formação de tumores colorretais.

A equipe liderada pela Dra. Cynthia Sears, do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, desenvolveu uma isca molecular capaz de interceptar a toxina antes de sua conexão com as células. Em testes realizados com modelos animais, o método demonstrou eficácia ao proteger o revestimento do cólon contra os efeitos nocivos da BFT.

O pesquisador Maxwell White destacou que a identificação da claudina-4 como o receptor da toxina foi um avanço decisivo após diversas tentativas de mapeamento molecular. A descoberta contou com a colaboração do Molecular Biology Institute of Barcelona e da Harvard Medical School.

Apesar do avanço no entendimento mecanístico da doença, os cientistas ressaltam que não há, no momento, recomendações clínicas de novos tratamentos ou triagens baseadas nesta descoberta. O foco dos próximos estudos será o desenvolvimento de terapias e métodos de detecção que neutralizem a ação da toxina no organismo humano.

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