Descoberta sobre formação da retina desafia teoria de décadas

Vitamina A e hormônios tireoidianos reprogramam células da retina para visão nítida, desafiando teoria de 30 anos.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists have uncovered a surprising secret behind how humans develop sharp vision, opening a potential path toward restoring sight in people with serious eye diseases. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Scientists have uncovered a surprising secret behind how humans develop sharp vision, opening a potential path toward restoring sight in people with serious eye diseases. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins identificaram um mecanismo biológico inédito que explica como a fóvea, região central da retina essencial para a visão nítida, se desenvolve antes do nascimento.

O estudo, publicado em 13 de fevereiro de 2026 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, contesta a teoria vigente há 30 anos, que sustentava que os cones sensíveis à luz na fóvea migravam de outras partes da retina. A nova evidência aponta que esses fotorreceptores, inicialmente sensíveis à luz azul, passam por um processo de reprogramação celular para se tornarem cones sensíveis às cores vermelha e verde.

A equipe liderada pelo professor Robert J. Johnston Jr. e pela pesquisadora Katarzyna A. Hussey utilizou organoides — mini-retinas humanas cultivadas em laboratório — para observar o fenômeno. O processo ocorre em duas etapas principais: primeiro, um derivado da vitamina A atua como um freio, limitando a criação de novos cones azuis. Em seguida, hormônios tireoidianos convertem os cones azuis remanescentes em células vermelhas e verdes.

A fóvea, embora represente uma fração minúscula do tecido ocular, é responsável por cerca de 50% da percepção visual humana, sendo fundamental para tarefas como leitura e reconhecimento facial. A compreensão desse desenvolvimento é considerada um passo crítico para a ciência.

Segundo Robert J. Johnston Jr., o mapeamento desse mecanismo é vital para o futuro da medicina regenerativa. O objetivo da equipe é utilizar o conhecimento sobre a formação dessa região, que é frequentemente a primeira a ser afetada em quadros de degeneração macular, para desenvolver terapias celulares e tecidos capazes de restaurar a visão de pacientes com doenças degenerativas.

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