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Cientistas identificam assinatura química durável na urina de gatos

Compostos químicos na urina felina funcionam como assinatura olfativa única para reconhecimento entre indivíduos.

The Health Brief 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Pesquisadores descobriram que felinos utilizam um conjunto específico de 13 ácidos graxos para marcar território e reconhecer indivíduos, garantindo que o sinal olfativo permaneça legível por mais tempo no ambiente.

O estudo, liderado pela Universidade de Iwate, no Japão, identificou que esses compostos, conhecidos como ácidos graxos de cadeia ramificada, funcionam como um cartão de identidade químico. A composição e as proporções desses ácidos variam entre cada animal, mas mantêm-se constantes para o mesmo indivíduo, permitindo uma distinção precisa entre diferentes gatos.

A equipe de cientistas, que contou com a colaboração de especialistas da Alemanha e da Espanha, observou que esses compostos estão associados a gotículas de gordura presentes nos rins dos animais. A estrutura química desses ácidos foi confirmada em parceria com pesquisadores da TU Braunschweig, na Alemanha, que sintetizaram parte dos compostos para validar as descobertas.

Testes comportamentais demonstraram que os gatos possuem memória olfativa para essas amostras e utilizam o comportamento de flehmen — a característica careta que direciona odores ao órgão sensorial no céu da boca — para processar essas informações. Esse mecanismo permite que o felino identifique a assinatura química mesmo após a urina ter sido depositada no ambiente há algum tempo.

O pesquisador principal, Masao Miyazaki, destacou que a descoberta abre caminho para a identificação de indivíduos a partir de marcas de urina coletadas diretamente em campo. Os próximos passos da pesquisa incluem investigar os processos de produção e armazenamento desses ácidos nos rins, além de verificar se o sistema de sinalização é utilizado da mesma forma por populações de gatos em ambientes selvagens.

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