Descoberta revela por que tumores cerebrais em jovens progridem
Perda de metilação no DNA revela como gliomas se tornam mais agressivos e resistentes a tratamentos em jovens.
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Estudo internacional identifica mecanismo biológico ligado à perda de metilação do DNA que torna gliomas com mutação no gene IDH mais agressivos e resistentes a tratamentos.
Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, em colaboração com instituições como o New York Genome Center e a Harvard Medical School, desvendaram o processo por trás da evolução dos gliomas IDH-mutantes. Esses tumores, frequentemente diagnosticados em adultos jovens entre 20 e 50 anos, costumam apresentar um crescimento lento inicialmente, mas tendem a retornar de forma mais severa após as intervenções convencionais, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
A pesquisa, publicada na revista Nature Genetics em junho de 2026, aponta que a progressão da doença está associada a uma perda global de metilação do DNA. Esse fenômeno, conhecido como hipometilação, altera a regulação gênica e impede a diferenciação celular correta. Como resultado, as células cancerígenas regridem para estados imaturos, semelhantes a células-tronco, o que aumenta a agressividade do tumor e dificulta o controle clínico.
Segundo o Dr. Dan Landau, coautor sênior do estudo, o processo faz com que as neoplasias se tornem mais difíceis de tratar à medida que evoluem no cérebro. O trabalho, que também contou com a liderança do Dr. Mario Suvà, oferece novas perspectivas para o monitoramento da doença.
A identificação da hipometilação como um marcador de prognóstico abre caminho para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais precisas. A descoberta é considerada um passo fundamental para compreender a transição entre o estado estável e a malignidade fatal desses tumores cerebrais.