Estudo revela crise de saúde mental entre estudantes de medicina
Pesquisa revela que dois terços dos universitários da área sofrem com depressão, com ansiedade afetando metade dos entrevistados.
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Levantamento conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) aponta que dois terços dos universitários da área apresentam sintomas depressivos moderados ou graves.
A pesquisa, publicada pela Folha de S.Paulo em 8 de setembro de 2026, ouviu 1.026 estudantes de 74 instituições públicas e privadas entre setembro de 2023 e setembro de 2024. Os resultados indicam que 50,5% dos entrevistados também manifestam sintomas de ansiedade.
Os dados brasileiros superam significativamente as estimativas globais para a categoria, que registram taxas de 27,2% para depressão e 33,8% para ansiedade. Segundo o levantamento, a falta de tempo é apontada como o principal fator de estresse acadêmico.
Natália Barros, 22, estudante do terceiro ano de medicina na Unifesp, relata o impacto da rotina exaustiva. A aluna afirma que a sensação de ter tempo livre só ocorre durante períodos de férias, quando consegue se distanciar das demandas do curso.
O estudo destaca ainda que a percepção de saúde mental é mais crítica entre estudantes cotistas. O cenário reflete desafios históricos enfrentados por acadêmicos da área, como a alta competitividade por vagas de residência e a sobrecarga de atividades práticas.