Estudo revela como genética de morcegos pode combater o câncer
Estudo revela como mecanismos de imunidade e longevidade em morcegos podem inspirar novas terapias contra tumores.
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Pesquisa publicada na revista Nature aponta que mecanismos biológicos de morcegos, que integram imunidade e longevidade, oferecem novas perspectivas para tratamentos oncológicos humanos.
Cientistas identificaram que esses mamíferos possuem raízes genéticas comuns que atuam simultaneamente na resistência a vírus, na prevenção de tumores e no controle do envelhecimento. A descoberta desafia a visão tradicional da biologia, que costuma tratar esses processos como funções celulares independentes.
Segundo Vázquez, um dos autores do estudo, existe uma pressão evolutiva significativa que moldou adaptações em genes localizados na intersecção entre doenças e longevidade. O pesquisador destaca que essa integração biológica sugere que não é necessário abordar esses desafios de saúde como problemas isolados.
A análise revelou que a capacidade dos morcegos em evitar o desenvolvimento de câncer não depende apenas do reparo do DNA. O mecanismo principal reside na destruição eficiente de células danificadas antes que elas acumulem mutações perigosas, um processo que garante a saúde desses animais mesmo em espécies que desafiam a lógica biológica de que animais maiores vivem mais tempo.
Os resultados abrem caminho para que a medicina utilize essas características dos morcegos como base para o desenvolvimento de novas terapias voltadas ao combate de tumores em humanos, aproveitando o conhecimento sobre como esses animais gerenciam a integridade celular ao longo de vidas prolongadas.