Caminhada diária pode reduzir declínio cognitivo do Alzheimer
Caminhada leve diária pode retardar avanço da doença de Alzheimer, aponta estudo.
Walking just 3,000 steps a day may help slow Alzheimer’s-related brain changes and protect memory, with the greatest benefits appearing well below 10,000 steps. Credit: Shutterstock (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)
Estudo aponta que a prática de atividades físicas leves está associada a uma menor acumulação de proteínas tau no cérebro e a uma desaceleração no avanço de sintomas da doença.
Pesquisadores do Harvard Aging Brain Study observaram que caminhar cerca de 3.000 passos por dia já é suficiente para oferecer benefícios neurológicos. O acompanhamento, que durou entre 9 e 11 anos, focou em quase 300 adultos com idades entre 50 e 90 anos que apresentavam sinais precoces da patologia, mas ainda não manifestavam demência clínica.
Os resultados, publicados originalmente na revista Nature Medicine, indicam que os participantes mais ativos apresentaram quase metade do declínio cognitivo e funcional observado no grupo menos ativo. A atividade física mostrou-se eficaz em atuar sobre a proteína tau, um biomarcador que surge em estágios mais avançados da doença e possui forte correlação com a perda de funções cognitivas.
Embora a meta de 10.000 passos diários seja amplamente difundida, a pesquisa sugere que benefícios significativos podem ser alcançados com volumes menores. Os efeitos mais expressivos foram registrados na faixa de 5.000 a 7.500 passos diários, indicando que metas menos rigorosas podem ser protetivas para o cérebro.
Wai-Ying Wendy Yau, neurologista do Mass General Brigham e líder do estudo, destacou que a descoberta é encorajadora ao demonstrar que mesmo níveis moderados de exercício auxiliam na preservação da saúde cerebral. Vale ressaltar que a prática não reduziu a presença de placas de proteína beta-amiloide, focando especificamente na progressão da proteína tau.
Os autores do estudo ponderam que a pesquisa possui limitações, como o perfil demográfico dos participantes, majoritariamente brancos e com alto nível de escolaridade, além do tamanho da amostra. O trabalho reforça a importância da atividade física como um fator de influência na progressão da doença em indivíduos que já possuem biomarcadores de Alzheimer.
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