Psilocibina reduz agressividade em peixes sem afetar sociabilidade

Composto psicodélico de cogumelos reduz ataques agressivos em peixes sem sedação.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists discovered that psilocybin, the psychedelic compound in magic mushrooms, significantly reduced aggressive behavior in notoriously combative fish without shutting down normal social… (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Scientists discovered that psilocybin, the psychedelic compound in magic mushrooms, significantly reduced aggressive behavior in notoriously combative fish without shutting down normal social… (Reprodução/ScienceDaily - Health & Medicine)

Estudo publicado na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience revela que o composto psicodélico encontrado em cogumelos pode modular o comportamento agressivo em vertebrados.

Pesquisadores da Acadia University e da University of British Columbia demonstraram que a substância diminui ataques de alta energia em peixes da espécie Kryptolebias marmoratus, conhecidos como mangrove rivulus. O experimento utilizou uma imersão de 20 minutos em água contendo 5 μg/L de psilocibina para observar as reações dos animais.

A análise focou em três linhagens genéticas distintas, identificadas como DAN, PAN e HON. Os resultados indicaram uma redução significativa nas chamadas explosões de natação, que representam comportamentos de ataque agressivo de alta energia. Diferente de outros métodos de controle, a substância não causou sedação total nem prejudicou as interações sociais normais dos peixes.

Segundo a Dra. Suzie Currie, bióloga e autora sênior do estudo, as explosões de natação são comportamentos que escalam a agressão sem contato físico. A pesquisadora destaca que a psilocibina atua de forma seletiva, permitindo que os peixes mantenham exibições frontais, que são formas de comunicação e avaliação social que exigem menos energia.

Dayna Forsyth, pesquisadora associada e primeira autora do artigo, reforçou que a dose aguda e baixa do composto foi eficaz em uma espécie naturalmente territorial e agressiva. Os dados obtidos fornecem evidências sobre como a psilocibina interage com receptores de serotonina em modelos não mamíferos.

O estudo sugere que o modelo animal utilizado pode ser fundamental para investigações futuras sobre a sinalização neural. A descoberta abre caminho para entender o potencial da substância como agente terapêutico, focando na modulação seletiva do comportamento em vez da supressão comportamental generalizada.

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