A rotina exaustiva dos carregadores de peixe em Chennai
Trabalhadores carregam cestas pesadas em rotina exaustiva e arriscada, enfrentando multas e pouca segurança.
Foto: Reprodução
Uma reportagem fotográfica publicada pela NPR em 20 de setembro de 2026 revela as condições precárias enfrentadas pelos trabalhadores do porto pesqueiro de Kasimedu, na Índia.
Conhecidos como homens das cestas, esses trabalhadores operam diariamente entre as 2h e as 7h da manhã. A rotina exige que carreguem cestas de peixe com cerca de 15,8 quilos cada, percorrendo uma distância de aproximadamente 530 metros por trajeto. Em um único turno, cada profissional realiza esse percurso entre 40 e 50 vezes em um ambiente marcado por pisos escorregadios e úmidos.
O trabalhador migrante Pavadairayan, de 60 anos, é um dos personagens que ilustram essa realidade. Segundo ele, a categoria possui poucos direitos e vive sob a constante ameaça de multas severas. Caso os supervisores identifiquem qualquer divergência na quantidade de peixes transportados, podem descontar o salário do trabalhador e aplicar penalidades que chegam a milhares de rúpias.
Apesar da exaustão física e da instabilidade financeira, com uma remuneração diária de cerca de 5 dólares, Pavadairayan expressa uma visão singular sobre o seu ofício. O trabalhador afirma que prefere manter a atividade a buscar outras fontes de renda, encontrando satisfação na simplicidade de sua rotina e no contato com o ambiente portuário.
O registro, assinado pela jornalista Kamala Thiagarajan com fotografias de Viraj Nayar, documenta o cotidiano em um dos mercados mais movimentados da cidade, onde a sobrevivência depende diretamente do esforço manual em condições de alta vulnerabilidade.