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Uso de medicamentos para obesidade cresce entre crianças nos EUA

Uso de medicamentos para obesidade em crianças cresce exponencialmente, gerando debates sobre segurança e eficácia a longo prazo.

The Health Brief 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Um estudo publicado na revista Pediatrics aponta um aumento de 310 vezes na prescrição de fármacos da classe GLP-1 para crianças de 8 a 11 anos entre 2019 e 2026, levantando questionamentos sobre a segurança a longo prazo.

A pesquisa, liderada por Babak J. Orandi, da NYU Grossman School of Medicine, indica que 20.282 crianças receberam as prescrições no período analisado. Embora o volume represente apenas 0,6% da população infantil, a aceleração no uso desses medicamentos, que incluem semaglutida, tirzepatida e liraglutida, tem sido observada com cautela pela comunidade médica.

Atualmente, nenhum desses fármacos possui aprovação da FDA para uso em pacientes menores de 12 anos. No entanto, o levantamento revela que as prescrições têm sido direcionadas a casos de alta complexidade: 93,7% das crianças tratadas apresentavam obesidade grave e 65,2% possuíam ao menos uma comorbidade associada, como hipertensão ou colesterol elevado.

A prática ocorre em um cenário onde a obesidade pediátrica atinge cerca de 20% das crianças nos Estados Unidos. Desde 2023, as diretrizes da Academia Americana de Pediatria permitem que médicos considerem a farmacoterapia a partir dos 8 anos, embora o uso off-label continue sendo um tema de debate clínico.

Babak J. Orandi reforça que, embora o uso de GLP-1s seja uma ferramenta valiosa, o monitoramento contínuo é indispensável. Allan Massie, também da NYU Grossman School of Medicine, ressalta que o tratamento é adaptado individualmente e não constitui uma prática convencional. Ensaios clínicos já estão em curso para avaliar a eficácia e a segurança desses medicamentos em crianças a partir dos 6 anos.

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