Uso de chatbots de IA cresce entre jovens e afeta saúde mental
Adolescentes e pré-adolescentes buscam em chatbots apoio para estudos e refúgio emocional, mas conexão com saúde mental ainda é incerta.
(Reprodução/NPR Health)
Pesquisas recentes indicam que quase dois terços dos adolescentes e pré-adolescentes utilizam ferramentas de inteligência artificial, recorrendo a chatbots para auxílio acadêmico e suporte emocional diante de desafios cotidianos.
Dados da Common Sense Media revelam uma adesão expressiva conforme a idade avança: enquanto cerca de metade das crianças entre 9 e 12 anos já interagiu com companheiros de IA, esse índice atinge 75% entre jovens de 13 anos. Em um levantamento mais amplo realizado pela JED Foundation com 5.500 estudantes em 21 escolas americanas, a taxa de utilização chegou a 90%.
A motivação para o uso dessas plataformas é multifacetada. Além do suporte em tarefas escolares, os jovens buscam nos chatbots uma forma de companhia ou um refúgio para lidar com sentimentos de solidão, ansiedade, estresse e sobrecarga emocional.
O estudo da JED Foundation estabeleceu uma correlação entre certos padrões de interação com a IA e indicadores mais precários de saúde mental. No entanto, os pesquisadores ressaltam que os dados atuais não permitem concluir se a tecnologia atua como um fator agravante para o sofrimento ou se jovens que já enfrentam dificuldades psicológicas tendem a buscar esse tipo de suporte com maior frequência.
O fenômeno ocorre em um cenário onde o acesso a essas ferramentas se torna comum bem antes da recomendação etária de 13 anos, estabelecida pela maioria das plataformas. A publicação dos resultados pela NPR, em 30 de outubro de 2026, destaca a relevância do tema no cotidiano da juventude atual.
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