Qualidade do sono é fator chave na prevenção de doenças cerebrais
Repouso noturno adequado é crucial para a limpeza cerebral e prevenção de Alzheimer e Parkinson, apontam neurologistas.
O sono funciona como um agente modificador das doenças neurodegenerativas; é quando dormimos que o cérebro repara danos e elimina neurotoxinas (daha3131053 para Pixabay)
Especialistas reunidos no XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia destacam a importância do repouso noturno para a manutenção da saúde cognitiva e a prevenção de patologias neurodegenerativas.
Durante o evento, realizado em outubro de 2026, foi reforçado que o cérebro utiliza o período de sono para realizar processos essenciais de reparo e limpeza de resíduos metabólicos. A vigília constante impõe um custo cognitivo que exige a restauração biológica ocorrida durante o descanso.
A fragmentação do sono, frequentemente associada a condições como a insônia ou a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, impede a remoção eficiente de neurotoxinas. O acúmulo de substâncias como a proteína beta-amiloide e a tau hiperfosforilada é um fator de risco documentado para o desenvolvimento de demências, incluindo a Doença de Alzheimer.
O monitoramento da qualidade do sono também se mostra relevante no diagnóstico precoce de outras condições. No caso da Doença de Parkinson, alterações nos padrões de repouso podem se manifestar anos antes do surgimento dos sintomas motores característicos da enfermidade.
A série de discussões sobre o envelhecimento ativo, apresentada pela colunista Mariza Tavares, conclui que a priorização do sono é uma medida fundamental para a preservação das funções neurológicas ao longo dos anos.
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