Precisão de smartwatches cai conforme gordura corporal aumenta
Percentual de gordura corporal afeta precisão de smartwatches na contagem de calorias queimadas em exercícios, aponta pesquisa.
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Um estudo recente aponta que a eficácia dos dispositivos vestíveis na estimativa de gasto calórico durante atividades físicas é comprometida por variações na composição corporal do usuário.
A pesquisa, publicada em 21 de setembro de 2026, foi conduzida por Jason Kostrna, professor associado da Florida International University. O trabalho demonstrou que, quanto maior o percentual de gordura corporal de um indivíduo, menos precisas se tornam as medições de calorias queimadas fornecidas pelos smartwatches.
Para chegar a essa conclusão, a equipe do Laboratório de Fotônica Médica da instituição avaliou o desempenho de quatro modelos diferentes de relógios inteligentes. Durante os testes, os participantes utilizaram os dispositivos enquanto pedalavam em bicicletas ergométricas, sendo o gasto calórico real aferido simultaneamente por meio de um analisador metabólico para comparação direta.
Os resultados indicaram que os algoritmos desses aparelhos podem apresentar erros substanciais. Segundo Kostrna, a falha nas estimativas não é apenas um desvio pontual, mas uma tendência que se acentua à medida que a gordura corporal do usuário aumenta.
O tema ganha relevância diante da popularidade desses dispositivos, que hoje contam com cerca de 560 milhões de usuários ao redor do mundo. A descoberta reforça a necessidade de cautela ao utilizar métricas de wearables como base única para o monitoramento de saúde e condicionamento físico.