Pílula anticoncepcional masculina avança em testes nos EUA
Nova pílula sem hormônios bloqueia espermatozoides por até 8 horas, prometendo revolução no planejamento familiar.
Representação de espermatozoides fertilizando óvulo (Freepik.com/CC)
Cientistas da Weill Cornell Medicine desenvolvem um contraceptivo oral experimental que inibe a mobilidade dos espermatozoides por até oito horas, oferecendo uma nova alternativa para o planejamento familiar.
O medicamento, que não utiliza hormônios em sua composição, atua bloqueando a enzima adenilil ciclase solúvel, essencial para o deslocamento dos gametas masculinos. A eficácia do composto é projetada para ocorrer cerca de 30 minutos após a ingestão, com a fertilidade retornando ao estado normal após o período de proteção.
O projeto é liderado pelos farmacologistas Jochen Buck e Lonny Levin e recebeu um aporte de US$ 8,2 milhões do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, órgão vinculado aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Este financiamento garante a continuidade das pesquisas pelos próximos quatro anos.
Atualmente, a substância passa por avaliações em modelos animais. A expectativa dos pesquisadores é iniciar os testes clínicos de fase 1 em humanos dentro de um prazo inferior a dois anos.
O desenvolvimento de métodos contraceptivos masculinos tem enfrentado desafios históricos, incluindo a resistência da indústria farmacêutica em investir no setor.
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