Pesquisa sugere que Alzheimer pode ter origem no sistema olfativo
Nova pesquisa sugere que o Alzheimer pode ter origem no sistema olfativo, abrindo caminhos inéditos para o combate à doença.
(Fran Pulido)
A professora Hannah Fry, nova colunista da revista New Scientist, revelou descobertas científicas que apontam para uma possível conexão entre o nariz e o surgimento da doença de Alzheimer.
A investigação pessoal de Fry sobre a patologia foi motivada pelo falecimento de seu pai, ocorrido no ano passado em decorrência da doença. Em busca de respostas sobre o desenvolvimento do quadro clínico, a colunista encontrou estudos que indicam o sistema olfativo como um ponto de partida para a enfermidade.
A hipótese de que o Alzheimer possa se iniciar no nariz alinha-se a um campo de estudo crescente na comunidade científica, que investiga a relação entre a perda do olfato e o declínio cognitivo. Pesquisas anteriores já haviam estabelecido associações entre a redução da capacidade olfativa e o desenvolvimento de condições neurológicas, como o Parkinson e o próprio Alzheimer.
O foco atual dos pesquisadores é identificar gatilhos precoces que ocorrem fora do cérebro, ampliando o entendimento sobre a origem da doença para além das teorias tradicionais. A abordagem busca compreender melhor os mecanismos biológicos que antecedem o comprometimento neurológico severo.
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