Legista do Arizona cria protocolo para rastrear mortes por calor
Médico legista do Arizona cria protocolo para registrar mortes por calor e alertar sobre crise climática.
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A ausência de um sistema oficial de contagem nos Estados Unidos tem dificultado a compreensão real do impacto das mudanças climáticas na mortalidade humana, levando autoridades locais a buscarem soluções próprias.
O médico legista do Condado de Pima, Greg Hess, iniciou a implementação de novos protocolos técnicos destinados a catalogar e contabilizar com precisão os óbitos relacionados a temperaturas extremas. A medida busca combater a subnotificação crônica desse tipo de ocorrência, que frequentemente deixa de ser registrada como consequência direta do clima.
O escritório de Hess processa cerca de 3.000 mortes por ano, observando um aumento expressivo de óbitos evitáveis entre os meses de abril e outubro. A iniciativa surge em um cenário onde agências governamentais e pesquisadores ainda não mantêm um registro nacional unificado e abrangente sobre as vítimas de desastres climáticos.
Especialistas, como a epidemiologista Kristie Ebi, da Universidade de Washington, alertam que a falta de dados precisos impede uma resposta eficaz de saúde pública. Segundo Ebi, a ausência de uma contagem rigorosa resulta em uma subestimação dramática do número de americanos que perdem a vida anualmente devido a eventos de calor extremo.
Embora não haja um cronograma definido para a adoção de um modelo nacional, o trabalho desenvolvido no Arizona é visto como um possível padrão para redefinir a forma como o país contabiliza os custos humanos das alterações climáticas.