Medicare amplia programa de tecnologia para doenças crônicas
Medicare amplia programa que remunera por tecnologia para gerenciar doenças crônicas e foca em resultados.
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O Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS) anunciou a expansão do modelo ACCESS, uma iniciativa que remunera organizações de saúde com base em resultados obtidos por meio de tecnologias digitais no tratamento de pacientes crônicos.
Lançado oficialmente em 5 de julho de 2026, o programa piloto visa modernizar o ecossistema de saúde digital, permitindo monitoramento remoto e suporte contínuo entre as consultas presenciais. O modelo substitui a remuneração por volume de serviços por pagamentos vinculados a melhorias mensuráveis na saúde dos pacientes.
A partir de 1º de abril de 2027, o ACCESS passará a incluir o tratamento de insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), transtornos por uso de substâncias e dependência de nicotina. Atualmente, o projeto já contempla condições como diabetes, hipertensão, dor musculoesquelética crônica e depressão.
O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy, Jr., destacou que o modelo busca focar na eficácia do tratamento, afirmando que o pagamento por atividade não garante necessariamente pacientes mais saudáveis. O administrador do CMS, Dr. Mehmet Oz, reforçou que a expansão visa amparar pacientes que frequentemente ficam desassistidos entre os atendimentos médicos.
A iniciativa conta com a gestão de Abe Sutton, diretor do Centro de Inovação do CMS, e de Jacob Schiff, diretor de Tecnologia e Inteligência Artificial do órgão. O programa tem duração prevista de dez anos, focando na implementação de ferramentas como dispositivos conectados e inteligência artificial para otimizar o acompanhamento clínico.