Falhas em programa de IA do Medicare atrasam atendimentos
IA no Medicare: programa de autorização prévia enfrenta falhas graves e atrasos que afetam pacientes.
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Documentos obtidos pela Electronic Frontier Foundation revelam que a implementação do programa WISeR, voltado à autorização prévia de procedimentos médicos via inteligência artificial, tem enfrentado problemas operacionais graves desde seu início em janeiro de 2026.
O programa, gerido pelos Centros para Medicare e Medicaid Services (CMS) sob a administração de Mehmet Oz, foi projetado para atuar em seis estados americanos, focando em 13 serviços médicos considerados suscetíveis a fraudes. No entanto, registros internos apontam que o lançamento apressado resultou em gargalos significativos no sistema de saúde.
Entre as falhas documentadas, destaca-se um caso em que uma solicitação de autorização permaneceu pendente por 83 dias, superando drasticamente o prazo máximo de 72 horas estabelecido pelo CMS. Além disso, fornecedores privados do programa recomendaram a negação de mais de 20 mil solicitações em um trimestre, gerando relatos de cirurgias canceladas e prejuízos diretos aos pacientes.
A estrutura contratual do WISeR prevê que as empresas processadoras sejam remuneradas com base em uma parcela das despesas evitadas, modelo que tem sido alvo de críticas por parte de médicos e defensores de pacientes. Segundo o especialista Michael Ryan, a integração da IA ocorreu antes que a tecnologia e os processos estivessem devidamente testados, transformando o sistema em um gargalo administrativo.
Apesar das evidências de falhas e da pressão de legisladores, o programa permanece ativo. Em 16 de julho de 2026, o Senado dos Estados Unidos rejeitou, por 50 votos a 46, uma resolução que buscava revogar a iniciativa. O projeto tem previsão de continuidade até o final de 2031, sem indicações de suspensão imediata pelas autoridades federais.