Indicada de Trump para FDA enfrenta críticas sobre mifepristona
Nomeação para FDA levanta dúvidas sobre independência da agência e acesso a medicamento abortivo.
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A nomeação da médica Heidi Overton para o comando da Food and Drug Administration (FDA) gerou questionamentos sobre a independência da agência em relação a temas sensíveis, especialmente o acesso ao medicamento abortivo mifepristona.
Em um artigo publicado no portal STAT News, a advogada Julie F. Kay, CEO da Reproductive Futures, argumentou que a indicação de Overton perpetua um cenário de incertezas para o fármaco. Segundo a autora, a postura da indicada sugere uma resistência em considerar evidências científicas consolidadas sobre a segurança e eficácia do medicamento.
O debate ganhou força após a sabatina realizada no Senado na última quinta-feira, 24 de setembro. Questionada por parlamentares do Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões (HELP) sobre sua autonomia frente a diretrizes políticas da Casa Branca, Overton afirmou que seguiria a lei e os requisitos estatutários da FDA para suas decisões.
A trajetória de Overton já era alvo de escrutínio antes mesmo desta nomeação, devido à sua atuação anterior como assessora de política doméstica da Casa Branca. Ela foi criticada por sua participação em ordens executivas sobre vacinas e por não ter contestado declarações do presidente Donald Trump que questionavam a letalidade da vacina MMR.
O processo de confirmação de Overton segue agora para o plenário do Senado. A votação é aguardada com expectativa, uma vez que senadores como Angela Alsbrooks (D-MD) já se posicionaram contrários à indicação, citando preocupações com a condução da saúde pública sob a gestão da indicada.