Fiji enfrenta crise de HIV impulsionada por prática de risco
Compartilhamento de sangue entre usuários de drogas injetáveis impulsiona surto alarmante de HIV em arquipélago.
A prática de 'bluetoothing' visa fazer com que drogas intravenosas rendam mais (Getty/BBC)
O arquipélago declarou estado de emergência nacional após um aumento drástico nas infecções, que cresceram 16 vezes desde 2019.
A situação atingiu um ponto crítico em 15 de setembro de 2026, quando o governo oficializou a emergência. Atualmente, estima-se que um em cada 60 adultos em Fiji viva com o vírus, uma proporção significativamente maior do que a registrada há cinco anos, quando o índice era de um para cada 167 pessoas.
O cenário é agravado pela prática conhecida como bluetoothing, ou hotspotting, entre usuários de drogas injetáveis. O método consiste na retirada de sangue de um indivíduo que acabou de consumir entorpecentes para injetá-lo em outro, visando compartilhar os efeitos da substância, o que facilita a transmissão do HIV.
Dados oficiais apontam que, em 2025, foram registrados mais de 2.000 novos diagnósticos. O sistema de saúde enfrenta desafios severos, com apenas 39% das pessoas infectadas cientes de seu status sorológico e apenas 22% com acesso ao tratamento adequado.
Entre as medidas aprovadas, estão a implementação de programas de distribuição de seringas, a expansão da testagem gratuita e a oferta ampliada de profilaxia pré-exposição (PrEP).
A epidemia, que inicialmente se concentrava no uso de drogas, expandiu-se para outros grupos, incluindo casos de transmissão sexual e vertical.
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