Febre hemorrágica argentina alerta para risco de zoonoses
Zoonoses sul-americanas raras, impulsionadas por mudanças ambientais, acendem alerta para riscos pandêmicos futuros.
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O falecimento de uma mulher de 65 anos em Rosário, na Argentina, ocorrido em agosto de 2026, reacendeu preocupações científicas sobre a expansão de doenças infecciosas raras na América do Sul. A paciente, que apresentou sintomas graves como febre alta e redução acentuada de glóbulos brancos e plaquetas, evoluiu para óbito menos de uma semana após o início do atendimento médico.
O caso foi acompanhado pelo especialista em doenças infecciosas Matías Lahitte, que destacou a necessidade de maior atenção para patologias que, embora persistentes, permanecem fora do debate público prioritário. A Febre Hemorrágica Argentina (FHA), transmitida por roedores, é uma zoonose que historicamente despertou interesse científico devido ao seu potencial de gravidade e por ter sido objeto de estudos relacionados a agentes biológicos no passado.
Especialistas apontam que o ressurgimento da doença em novas áreas geográficas está diretamente ligado a alterações ambientais. A expansão urbana e as mudanças no uso do solo têm reduzido a distância entre populações humanas e habitats rurais, facilitando a interação com animais transmissores. Esse cenário, agravado pelas mudanças climáticas, força a migração de espécies e cria condições propícias para que zoonoses antes isoladas alcancem novos territórios.
O alerta reforça a importância de monitorar doenças raras como indicadores de riscos pandêmicos futuros. A dinâmica de ocupação do solo e a degradação ambiental continuam sendo fatores críticos que exigem vigilância constante das autoridades de saúde para conter a propagação de patógenos emergentes na região.