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Exercícios linfáticos não garantem redução de inchaço corporal

Especialistas alertam que popularidade de exercícios linfáticos nas redes sociais não se sustenta em evidências científicas para combater inchaço.

The Health Brief 07 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Especialistas esclarecem que práticas populares nas redes sociais, como caminhadas específicas e saltos em camas elásticas, não possuem evidências científicas que comprovem superioridade na eliminação de líquidos.

O interesse pelo sistema linfático cresceu significativamente no universo do bem-estar, impulsionado por influenciadores que promovem rotinas de exercícios sob a promessa de desintoxicação e redução de medidas. Técnicas como a automassagem e a escovação a seco já eram amplamente difundidas com o mesmo objetivo de melhorar a circulação da linfa.

Marc Miller, fisioterapeuta especializado em saúde linfática do MD Anderson Cancer Center, observa que o tema se tornou um assunto em alta, mas ressalta que não há comprovação de que essas práticas específicas sejam eficazes para combater o inchaço em indivíduos que já possuem um sistema linfático saudável.

Apesar da falta de evidências sobre a eficácia dessas rotinas específicas para fins estéticos, especialistas reforçam o valor da atividade física de forma geral. Woolridge destaca que o movimento funciona como um remédio, independentemente do aspecto da saúde que esteja sendo considerado.

A análise, publicada originalmente no The New York Times e veiculada pela Folha em 6 de setembro de 2026, serve como um alerta para que o público diferencie práticas de bem-estar com benefícios gerais de promessas sem respaldo científico para a redução de distensão abdominal.

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