Exercícios linfáticos não garantem redução de inchaço corporal
Especialistas alertam que popularidade de exercícios linfáticos nas redes sociais não se sustenta em evidências científicas para combater inchaço.
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Especialistas esclarecem que práticas populares nas redes sociais, como caminhadas específicas e saltos em camas elásticas, não possuem evidências científicas que comprovem superioridade na eliminação de líquidos.
O interesse pelo sistema linfático cresceu significativamente no universo do bem-estar, impulsionado por influenciadores que promovem rotinas de exercícios sob a promessa de desintoxicação e redução de medidas. Técnicas como a automassagem e a escovação a seco já eram amplamente difundidas com o mesmo objetivo de melhorar a circulação da linfa.
Marc Miller, fisioterapeuta especializado em saúde linfática do MD Anderson Cancer Center, observa que o tema se tornou um assunto em alta, mas ressalta que não há comprovação de que essas práticas específicas sejam eficazes para combater o inchaço em indivíduos que já possuem um sistema linfático saudável.
Apesar da falta de evidências sobre a eficácia dessas rotinas específicas para fins estéticos, especialistas reforçam o valor da atividade física de forma geral. Woolridge destaca que o movimento funciona como um remédio, independentemente do aspecto da saúde que esteja sendo considerado.
A análise, publicada originalmente no The New York Times e veiculada pela Folha em 6 de setembro de 2026, serve como um alerta para que o público diferencie práticas de bem-estar com benefícios gerais de promessas sem respaldo científico para a redução de distensão abdominal.