Adolescentes chineses usam medicamentos para fugir da pressão
Jovens chineses recorrem a medicamentos para lidar com pressão acadêmica e medo do fracasso, evidenciando um grave problema de saúde mental.
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Estudantes enfrentam o uso indevido de substâncias controladas como forma de lidar com a alta cobrança acadêmica e o medo do fracasso escolar.
A prática foi evidenciada pelo caso de uma estudante de 14 anos, identificada como Xiaomei, que ingeriu uma dose excessiva de um medicamento para tosse. A jovem, descrita como uma aluna de elite em uma província litorânea da China, buscou no fármaco uma forma de entorpecimento para escapar da realidade cotidiana.
O acesso aos medicamentos ocorre principalmente por meio da internet, facilitado por grupos de bate-papo online onde os jovens compartilham recomendações de substâncias, mesmo aquelas que exigem prescrição médica. O consumo visa aliviar a pressão por desempenho, mas pode resultar em efeitos colaterais graves, como alucinações e perda de coordenação motora.
O fenômeno ocorre em um cenário de intensa exigência acadêmica. A estrutura familiar, marcada por décadas da política do filho único, concentra expectativas elevadas sobre os jovens. Segundo relatos, é comum que os pais minimizem o sofrimento dos filhos, incentivando-os a serem mais fortes em vez de buscar suporte profissional.
A situação foi detalhada em uma reportagem da correspondente Laura Bicker, publicada em 6 de setembro de 2026. Até o momento, não foram divulgadas medidas governamentais específicas para conter o comércio irregular dessas substâncias ou para oferecer suporte psicológico aos estudantes afetados.