Farmacêuticas pressionam governo Trump por acordos com a China
Farmacêuticas ocidentais temem restrições dos EUA a acordos na China e buscam manter acesso a inovações.
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Gigantes do setor farmacêutico ocidental buscam manter a liberdade de licenciamento e desenvolvimento de medicamentos em parceria com empresas chinesas, em meio à elaboração de novas diretrizes de segurança nacional pelo governo dos Estados Unidos.
O Departamento do Tesouro americano trabalha na regulamentação da lei COINS, aprovada em 2025, que monitora investimentos em tecnologias sensíveis. Embora o foco inicial da norma esteja em áreas como semicondutores e inteligência artificial, o setor farmacêutico teme que restrições amplas prejudiquem a renovação de seus portfólios de pesquisa.
Em 2025, o mercado de biotecnologia foi marcado por acordos de licenciamento com a China que somaram US$ 115 bilhões, representando quase metade das transações internacionais realizadas por empresas americanas no setor. A indústria argumenta que a inovação farmacêutica deve ser priorizada independentemente da origem geográfica do desenvolvimento.
Lideranças como Albert Bourla, CEO da Pfizer, criticaram a ideia de impor barreiras, classificando a medida como ineficaz para a competitividade global. Alex Schriver, representante do setor, reforçou que o acúmulo de burocracia pode comprometer a liderança das companhias americanas no cenário internacional.
A expectativa do mercado está voltada para o encontro entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para esta semana. O resultado da reunião deve influenciar o rigor das regras finais do Departamento do Tesouro, que têm conclusão prevista para março de 2027. A proposta em análise sugere que investimentos em medicamentos sejam permitidos, desde que não envolvam biotecnologias com potencial de uso bélico ou patógenos.