Experimento de uma década revela impasse na constante gravitacional
Nova medição reacende debate centenário sobre a constante gravitacional e a dificuldade em precisão absoluta.
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Uma medição inédita realizada pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos reacendeu um debate científico de 225 anos sobre a precisão da constante gravitacional universal, conhecida como G.
O projeto, iniciado em 2016, utilizou uma balança de torção para determinar o valor que define a força de atração entre massas. Para garantir a integridade dos dados, a equipe liderada pelo físico Stephan Schlamminger adotou um protocolo de análise cega, mantendo uma chave numérica essencial para o cálculo final em um envelope lacrado por quase dez anos.
O envelope foi aberto em 11 de julho de 2024, durante uma conferência no Colorado. Os resultados, publicados em 16 de abril de 2026 na revista Metrologia, indicaram que o novo valor medido é 0,0235% menor do que o obtido em um experimento francês de 2007, que servia como referência principal.
A discrepância observada reforça um desafio persistente na física: a dificuldade de medir a gravidade com precisão absoluta. Diferentes centros de pesquisa renomados ao redor do mundo têm apresentado valores mutuamente exclusivos para G, o que levanta questionamentos sobre a possível existência de erros experimentais ocultos ou lacunas na compreensão teórica da força gravitacional.
Ao comentar o longo processo de pesquisa, Stephan Schlamminger descreveu a experiência como caminhar por um vale escuro. Segundo o pesquisador, cada nova medição representa uma oportunidade de aprendizado e um passo para trazer luz a essa incerteza científica que perdura há mais de dois séculos.