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Estudo identifica síndrome inflamatória em portadores de HTLV-1

Pesquisa aponta que portadores do HTLV-1, antes tidos como assintomáticos, podem desenvolver síndrome inflamatória com impacto na cognição.

The Health Brief 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, revelou que cerca de 24% dos pacientes diagnosticados com o vírus HTLV-1, anteriormente considerados assintomáticos, apresentam sinais clínicos de uma síndrome inflamatória. O levantamento, publicado na edição de setembro de 2026 da revista Expert Review of Anti-infective Therapy, sugere uma nova classificação para esses casos.

O estudo observacional acompanhou mais de 700 pacientes entre janeiro de 2015 e dezembro de 2025. A equipe de pesquisadores, que inclui Augusto César Penalva de Oliveira, Tatiane Assone e Jorge Casseb, propõe a criação da entidade clínica denominada HAMID, sigla em inglês para Doença Inflamatória Múltipla Associada ao HTLV-1.

De acordo com os resultados, essa condição está ligada a marcadores de ativação imune crônica, cargas provirais mais elevadas, além de anormalidades sutis na medula espinhal e prejuízos cognitivos, com destaque para falhas na memória episódica. A proposta visa preencher uma lacuna diagnóstica para pacientes que não se enquadram nos critérios tradicionais de doenças graves associadas ao vírus, como a mielopatia ou certas neoplasias.

Segundo o neurologista Augusto Penalva, a classificação atual como assintomático pode esconder uma realidade diferente. O médico ressalta que, ao investigar o histórico desses pacientes, é possível observar diversas queixas que impactam negativamente a qualidade de vida, justificando a necessidade de um acompanhamento clínico mais atento para identificar esse estado neuroinflamatório precoce.

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