Estudo da UFF usa smartwatches para monitorar níveis de ansiedade
Tecnologia vestível e IA mapeiam inquietação e preocupação em estudo pioneiro sobre ansiedade.
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Pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense desenvolveram uma metodologia para identificar sintomas de ansiedade por meio da análise de movimentos captados por dispositivos vestíveis durante o cotidiano.
O trabalho contou com a participação de 41 voluntários universitários, com idades entre 17 e 60 anos. Diferente de análises laboratoriais, o estudo acompanhou os indivíduos durante suas rotinas habituais ao longo de 24 horas, buscando uma representação mais fiel do comportamento real.
O objetivo central da equipe é utilizar técnicas de inteligência artificial para viabilizar um monitoramento contínuo e pouco invasivo do transtorno. A iniciativa pretende preencher uma lacuna científica, já que o uso de dispositivos vestíveis para esse fim em condições de vida real ainda é limitado.
A ansiedade, caracterizada por sintomas como inquietação, preocupação excessiva e distúrbios do sono, é um dos problemas de saúde mental mais prevalentes globalmente. Dados da Organização Mundial da Saúde de 2017 apontam que o Brasil possuía uma das maiores taxas de prevalência do transtorno no mundo, afetando cerca de 9,3% da população, o que corresponde a aproximadamente 18,7 milhões de pessoas.
Os resultados da pesquisa foram divulgados em 19 de setembro de 2026, na seção Equilíbrio da Folha de S.Paulo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre etapas adicionais ou o cronograma de continuidade do projeto.