O desafio da invisibilidade feminina após os 60 anos
Autora questiona padrões que impõem julgamento e invisibilidade ao envelhecimento feminino, defendendo o prazer sem limite de idade.
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A jornalista Mariza Tavares, em seu novo livro Sexo 60+: prazer sem data de validade, reflete sobre a pressão estética e o preconceito que acompanham o envelhecimento das mulheres na sociedade contemporânea.
Publicado em 6 de setembro de 2026 no portal G1, o artigo aborda como o julgamento social impiedoso sobre a aparência feminina evolui para uma sensação de invisibilidade à medida que as mulheres avançam na idade. A autora, que mantém o blog Longevidade: modo de usar há uma década, utiliza sua obra para questionar padrões que tentam limitar a vivência da sexualidade ao período da juventude.
O texto destaca que, embora a expectativa de vida tenha crescido e a presença de idosos ativos seja mais comum, a intimidade física ainda enfrenta tabus. Para ilustrar o peso das críticas estéticas, a autora cita a atriz Sarah Jessica Parker, que defendeu publicamente suas marcas do tempo ao ser questionada sobre rugas e cabelos brancos.
Mariza Tavares enfatiza a necessidade de romper com o que chama de máquina de moer carne feminina, defendendo que a geração que viveu a revolução sexual não deve sentir vergonha do próprio corpo. Segundo a autora, o prazer é um componente indissociável da experiência humana e não deve ser tratado como um privilégio restrito aos mais jovens.