Estudo analisa padrões em relatos de memórias de vidas passadas
Estudo da Universidade da Virgínia analisa 1.678 casos e encontra padrão temporal entre mortes e supostos novos nascimentos.
Pesquisadores sobre reencarnação investigam as causas da mortes e o 'tempo de intervalo' entre uma vida e outra (Andrey Popov/Adobe Stock)
Pesquisa da Universidade da Virgínia investiga 1.678 casos de crianças que afirmam lembrar de existências anteriores, identificando correlações temporais entre mortes e novos nascimentos.
O levantamento, conduzido pela Divisão de Estudos Perceptivos, baseia-se em um acervo iniciado na década de 1960 pelo psiquiatra Ian Stevenson. Dos casos analisados, 1.319 forneceram dados suficientes para o cálculo do intervalo entre o falecimento da pessoa recordada e o nascimento da criança que relata a memória.
Os resultados apontam uma mediana geral de 16 meses para esse intervalo. Contudo, o tempo varia conforme a natureza da morte: em casos de falecimentos inesperados, a mediana cai para 12 meses, enquanto em mortes previsíveis, o período se estende para 21 meses.
A equipe de pesquisadores controlou variáveis como a qualidade das informações e o contato prévio entre as famílias envolvidas para verificar a consistência dos dados. O padrão observado manteve-se constante mesmo após esses ajustes metodológicos.
Embora os números indiquem uma regularidade estatística, os autores do estudo ressaltam que as evidências não comprovam a reencarnação. A conclusão da equipe é que o fenômeno, por não ser totalmente explicado por fatores culturais ou psicológicos, justifica a continuidade de investigações científicas rigorosas.
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