Envelhecimento populacional exige consenso além da polarização
Desafio demográfico ignora divisões políticas e exige projeto nacional para lidar com envelhecimento da população.
No Brasil, entre 1940 e 2024, a expectativa de vida ao nascer saltou de 45,5 para 76,6 anos (oneinchpunch/Adobe Stock)
Artigo publicado na seção Equilíbrio e Saúde da Folha de S.Paulo alerta que o desafio demográfico do Brasil supera as divisões políticas recentes e demanda um projeto nacional integrado.
Assinado pela psicóloga e neurocientista Sharon Sanz Simon e pelo médico geriatra Leandro Minozzo, o texto destaca que o país permanece fragmentado por trincheiras ideológicas e conflitos digitais, o que impede a construção de consensos essenciais para o futuro da sociedade.
Os autores recorrem à obra Sem respeito: uma crise social, do filósofo Byung-Chul Han, para argumentar que a incapacidade de respeitar o outro mina a convivência humana. Segundo a análise, a falta de distância reflexiva prejudica a capacidade coletiva de planejar a longo prazo diante do rápido envelhecimento da população brasileira.
O artigo defende que a longevidade deve ser tratada como um eixo central que articule políticas de saúde, economia e urbanismo, superando a cultura do tiroteio online que domina o debate público atual.
Ao encerrar, a reflexão reforça que o envelhecimento é uma realidade inevitável para todos os cidadãos, independentemente de suas escolhas políticas, tornando urgente a necessidade de repactuar a convivência social em prol de um projeto de país sustentável.
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