Enfermeiro é morto por multidão em ataque no Congo

Profissionais de saúde que combatem o Ebola são atacados por civis desinformados no Congo.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Profissionais de saúde aplicam vacina em pacientes na República Democrática do Congo (Gradel Muyisa Mumbere/Reuters)

Profissionais de saúde aplicam vacina em pacientes na República Democrática do Congo (Gradel Muyisa Mumbere/Reuters)

Um veterano da área de saúde foi assassinado e um professor que atuava em ações comunitárias ficou gravemente ferido após serem atacados por jovens armados na cidade de Bafwasende, na província de Tshopo, leste da República Democrática do Congo.

O crime ocorreu na última sexta-feira, 23 de outubro de 2026, enquanto os profissionais realizavam atividades de conscientização sobre o Ebola. O grupo de agressores, munido de facões e bastões, acusou falsamente as vítimas de serem responsáveis pela propagação do vírus através da contaminação de fontes de água e instalações sanitárias.

O caso foi confirmado pelas autoridades de saúde nesta segunda-feira, 26 de outubro. Diante da hostilidade, outros profissionais que atuam no combate ao surto precisaram se abrigar em um hospital geral da região, onde permanecem sob proteção de forças policiais e militares.

Este incidente ocorre em um cenário crítico, marcado pelo surto mais letal da história do país, causado pela cepa Bundibugyo. Com mais de 9.900 casos confirmados e uma taxa de letalidade de 48,6%, a resposta sanitária tem enfrentado resistência severa alimentada por boatos e desinformação.

Lideranças internacionais condenaram a violência. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que os profissionais que atuam na proteção das comunidades devem trabalhar com segurança e dignidade. Julien Harneis, coordenador sênior da ONU para o Ebola, classificou a morte do enfermeiro como uma perda irreparável para o tratamento dos pacientes.

O exército foi mobilizado temporariamente para a área de Bafwasende para garantir a segurança das equipes médicas remanescentes. As autoridades locais pedem investigações rigorosas sobre o ataque, reforçando que o medo e a desinformação não devem comprometer o trabalho essencial de saúde pública.

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