Eleitores de Massachusetts rejeitam revogação da maconha

Eleitores de Massachusetts rejeitam revogação da venda de maconha recreativa, mantendo mercado legalizado e regulamentado.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Marijuana dispensary owner Tito Jackson (center with mic) kicks off the Stop the Repeal campaign, which opposed dismantling recreational weed sales in Massachusetts, in front of the State House in June. Pat Greenhouse/Boston… (Reprodução/STAT News)

Marijuana dispensary owner Tito Jackson (center with mic) kicks off the Stop the Repeal campaign, which opposed dismantling recreational weed sales in Massachusetts, in front of the State House in June. Pat Greenhouse/Boston… (Reprodução/STAT News)

Com uma das maiores margens de derrota da história eleitoral recente do estado, a população decidiu manter a legalização do mercado de cannabis recreativa.

Na votação realizada em 3 de novembro de 2026, a chamada Pergunta 8 foi rejeitada por cerca de 76% dos eleitores, segundo dados com 90% das urnas apuradas. A proposta visava encerrar o comércio regulamentado de cannabis e proibir o cultivo doméstico, mantendo apenas o uso medicinal.

A campanha pelo 'Não', liderada por grupos como a Massachusetts Cannabis Coalition, contou com o apoio de figuras políticas de peso, incluindo a governadora Maura Healey e a prefeita de Boston, Michelle Wu. Para os defensores da manutenção da lei, o resultado reflete o desejo dos cidadãos por um mercado seguro e fiscalizado em vez de um retorno ao comércio ilegal.

Do outro lado, a Coalition for a Healthy Massachusetts, financiada majoritariamente pela organização Smart Approaches to Marijuana, centrou seus argumentos em riscos à saúde pública e na potência do THC. Kevin Sabet, líder do grupo, criticou a indústria comparando suas táticas às da indústria do tabaco.

Desde a legalização inicial em 2016 e a abertura das primeiras lojas em 2018, o setor consolidou-se como uma fonte relevante de receita para Massachusetts, gerando cerca de US$ 300 milhões anualmente e acumulando mais de US$ 2 bilhões em impostos estaduais e locais.

Paul Armentano, diretor adjunto da NORML, afirmou que o resultado demonstra que o apoio à regulação da maconha cresceu na última década. Com a rejeição expressiva da medida, o estado mantém o status quo legislativo, sem novos planos para alterações no setor.

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