Pesquisadores de Stanford identificam molécula que reduz apetite

IA auxilia na descoberta de peptídeo que emagrece sem efeitos colaterais digestivos.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Scientists have discovered a natural molecule that slashed food intake by up to 50% in animals, raising hopes for an Ozempic-like weight-loss treatment without some of its troublesome side effects (Shutterstock)

Scientists have discovered a natural molecule that slashed food intake by up to 50% in animals, raising hopes for an Ozempic-like weight-loss treatment without some of its troublesome side effects (Shutterstock)

Estudo aponta que o peptídeo BRP, descoberto com auxílio de inteligência artificial, promove perda de gordura em animais sem causar efeitos colaterais digestivos comuns a tratamentos atuais.

A pesquisa, publicada na revista Nature em março de 2025, foi liderada por cientistas da Stanford Medicine. A equipe utilizou algoritmos de inteligência artificial para analisar milhares de pro-hormônios e identificar fragmentos peptídicos bioativos com potencial terapêutico para o controle do peso.

O composto, denominado BRP, é um peptídeo de 12 aminoácidos que demonstrou capacidade de reduzir a ingestão de alimentos em até 50% em testes realizados com camundongos e porcos. Diferente de medicamentos como a semaglutida, o BRP não causou náuseas ou constipação durante os experimentos, além de não promover perda significativa de massa muscular.

O mecanismo de ação do BRP é um dos diferenciais da descoberta. Enquanto tratamentos convencionais atuam em receptores espalhados por diversos tecidos, como intestino e pâncreas, o BRP apresenta uma atuação mais seletiva no hipotálamo, região cerebral responsável pela regulação do metabolismo e do apetite.

Katrin Svensson, autora sênior do estudo e professora de patologia em Stanford, explicou que a especificidade do BRP no hipotálamo evita os efeitos sistêmicos observados em terapias baseadas em vias incretínicas. A molécula atua de forma independente de receptores como a leptina ou a melanocortina 4.

Embora os resultados em modelos animais sejam promissores, os pesquisadores enfatizam que a substância ainda está em fase experimental. A equipe trabalha atualmente nos preparativos para determinar a segurança e a eficácia do composto em humanos, com planos de iniciar ensaios clínicos em um futuro próximo.

App NotJournal em breve

Assine o The Health Brief

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Em breve
App NotJournal
Notícias e Terminal no celular
Conta grátis
  • Notícias dos seus temas
  • Terminal no celular
  • Aviso de notícia nova
Criar minha conta
Plano Completo
Terminal Web Premium
R$299,90 /mês
  • Temas personalizados
  • Terminal Web completo
  • Análises profissionais
Começar agora

Compartilhar