Descoberta de câncer e gravidez impõe desafios ao pré-natal
Infecção comum, HPV na gestação exige atenção médica, mas riscos ao bebê são mínimos.
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O diagnóstico simultâneo de uma neoplasia e a gestação exige cautela médica, embora a presença do vírus HPV não altere a rotina de acompanhamento do bebê.
A empresária Andressa Brognoli, 39, vivenciou essa situação ao descobrir um câncer de colo de útero durante o pós-operatório da retirada de um tumor benigno no ovário, período em que também confirmou a gestação do seu segundo filho.
Embora o diagnóstico de HPV durante a gravidez gere preocupação, especialistas ressaltam que os riscos para o feto são considerados baixos. A infecção pelo vírus é comum, atingindo cerca de 8 em cada 10 pessoas sexualmente ativas em algum momento da vida.
Atualmente, não existem dados consolidados no Brasil sobre a prevalência de gestantes infectadas pelo HPV. O acompanhamento clínico foca na identificação de 12 subtipos de alto risco, que possuem maior potencial de evoluir para quadros oncológicos.
O tratamento de tumores durante a gestação enfrenta restrições severas, como a impossibilidade de realizar radioterapia. Já a quimioterapia, quando necessária, só pode ser indicada após o término do primeiro trimestre, visando a segurança do desenvolvimento fetal.