Desafios persistem na oferta de tratamento para AVC no SUS
Avanços no tratamento do AVC isquêmico no SUS esbarram em desigualdades regionais e na urgência do socorro.
Médico examinando imagens de vasos sanguíneos cerebrais (Utah51/Adobe Stock)
A rede pública de saúde brasileira tem ampliado a disponibilidade de terapias para o acidente vascular cerebral isquêmico, que corresponde a 85% dos diagnósticos da doença no país. Apesar do avanço, a assistência ainda enfrenta disparidades regionais e limitações relacionadas à agilidade do atendimento.
Dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde apontam que o Brasil conta atualmente com 129 centros de urgência habilitados para o manejo do AVC. A eficácia do protocolo padrão, que utiliza medicamentos trombolíticos como a alteplase para dissolver coágulos, está diretamente ligada ao tempo de resposta, sendo o limite ideal de quatro horas e meia após o surgimento dos sintomas.
Para garantir a segurança do procedimento, a realização de uma tomografia prévia é indispensável, permitindo a distinção entre o AVC isquêmico e o hemorrágico. O cenário de atenção à patologia, que vitima cerca de 7,3 milhões de pessoas anualmente em todo o mundo segundo a World Stroke Organization, foi pauta de discussões no Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro de 2026.
A medida busca reduzir as barreiras de acesso e melhorar a eficiência no suporte a pacientes com quadros de infarto e AVC em todo o território nacional.
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