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Defeito molecular latente ajuda a explicar recaídas na DII

Defeito celular persistente no intestino pode explicar recaídas da doença inflamatória, mesmo sem sintomas.

The Health Brief 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Pesquisadores identificaram um sinal molecular que indica a predisposição de células intestinais à morte celular em pacientes com Doença Inflamatória Intestinal, mesmo durante períodos de remissão clínica.

O estudo, publicado na revista Science, analisou cerca de 900 biópsias intestinais e acompanhou 80 pacientes ao longo de dois anos. A investigação revelou que, em indivíduos com a condição, as células do intestino permanecem em um estado de prontidão para a morte, criando um defeito persistente que pode atuar como um gatilho para futuras crises.

A pesquisa foi conduzida pelo Walter and Eliza Hall Institute em colaboração com o Royal Melbourne Hospital. Ao contrário de estudos anteriores que dependiam majoritariamente de modelos animais, este trabalho focou em tecidos humanos e organoides, conhecidos como mini-intestinos, derivados dos próprios pacientes.

O professor Edwin Hawkins, líder de laboratório no instituto, ressaltou que a compreensão de como a morte celular ocorre em humanos é fundamental, visto que modelos animais frequentemente não replicam com precisão as nuances da doença. Segundo o coautor Dr. Andre Samson, a descoberta explica por que pacientes sem sintomas aparentes ainda enfrentam riscos de recaída, já que o problema celular permanece ativo no organismo.

Os resultados indicaram uma correlação direta entre a intensidade dos sinais de morte celular e a probabilidade de o paciente sofrer novos episódios da doença. Com base nesses achados, a equipe de pesquisadores pretende desenvolver ferramentas de monitoramento mais precisas e estratégias de tratamento personalizadas, focadas na biologia específica de cada paciente.

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