Como garantir um atendimento ginecológico acolhedor para jovens
Guia inédito propõe atendimento humanizado e escuta ativa para garantir saúde e bem-estar de jovens em consultas ginecológicas.
(Reprodução/Folha - Equilíbrio)
O lançamento do Almanaque de Saúde Menstrual – Livres Para Menstruar, ocorrido em 29 de outubro de 2026, reforça a necessidade de transformar a experiência de crianças e adolescentes em consultas médicas. A iniciativa busca combater a negligência e a minimização de sintomas comuns nessa fase da vida.
Muitas pacientes relatam ouvir frases desestimulantes ao buscar ajuda para dores menstruais, como alegações de que seriam dramáticas ou que o desconforto cessaria após uma futura gravidez. Tais comentários, frequentemente proferidos em ambientes escolares, familiares e até em consultórios, dificultam o diagnóstico precoce de condições como a endometriose.
Desenvolvido pelo movimento Girl Up Brasil a partir de conversas com 200 meninas, o material propõe diretrizes para um atendimento mais humanizado. O foco central é a escuta ativa e sem pressa, garantindo que a autonomia da adolescente seja respeitada durante todo o processo clínico.
Especialistas e defensores da causa, como Joyce, argumentam que a dinâmica da consulta precisa ser revista. O objetivo é que o foco do atendimento não recaia apenas sobre a paciente, mas que o profissional de saúde esteja preparado para validar a dor relatada, tratando-a com a seriedade necessária para assegurar o bem-estar e a saúde integral das jovens.
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